aml consulting Editorial  
  Como definir e aplicar os indicadores de Compliance  
 

1 - Introdução

Já presenciamos uma série de escândalos corporativos e sabe-se que o apetite ao risco, a falta de controles e a ausência da ética foram algumas das razões que contribuíram para o declínio de algumas instituições.

Fala-se muito em governança corporativa, tema que, embora não seja tão novo, recebe cada vez mais destaque no mundo empresarial, contribuindo desta forma com o desenvolvimento de uma maior consciência da alta administração. Mas onde entra Compliance neste contexto?

Compliance não é um ativo fixo pelo qual é possível atestar rapidamente se o bem ainda existe, se está em boas condições de uso ou se está sendo utilizado de acordo com as suas características; ele está relacionado ao investimento em pessoas, processos e conscientização, além de ser um dos pilares da boa governança corporativa.

Não obstante, de nada adianta investir nessas ações sem atribuir indicadores de desempenho e não monitorar as atividades de Compliance. Com a ausência de indicadores e do correto monitoramento, ficará impossível garantir se de fato a instituição está em conformidade.

Nesta linha, é imprescindível que as instituições determinem KPIs (Key Performance Indicators) de Compliance e realmente possuam um programa efetivo de monitoramento.

Em estudo realizado em 2006 pela PricewaterhouseCoopers, foi verificado que, de 73 instituições analisadas, 41% trabalhavam com os KPIs para a área de Compliance, 38% os utilizavam para análises preventivas, 18% começaram a utilizar e desenvolver os indicadores e 3% não os havia definido.

. : P A G I N A Ç Ã O
1 - Introdução
2 - KPIs (Key Performance Indicators) - Parte I
3 - KPIs (Key Performance Indicators) - Parte II
4 - KPIs (Key Performance Indicators) - Parte III
5 - Conclusão
6 - Créditos